quarta-feira, 12 de maio de 2010

Carta

 Sr. Meu Melhor Amigo,

Uma vez me disseram que não é possivel existir amizade entree homem e mulher, que sempre haveriam segundas intenções.Particularmente, eu descordo.Mas entre nós, esse foi o caso.
Talvez não no começo. Quando eu te via,quando nos conhecemos, eu te achei um cara legal e só.Só outro amigo.O tempo passou, e aquela amizade que começou por acaso, de brincadeira cresceu.Como cresceu.
Foi impossivel não me apaixonar por você.
Não é todos os dias que encontro alguém que me entenda por aí, muito menos que se importante tanto comigo.E você se importa tanto; sempre cuidando de mim; sempre me ligando e me perguntando como estou ou me ouvindo chorar ao falar sobre minha vida sem graça.
Sem graça sem você, pelo menos.
Então quando estou chateada em casa, você me liga e saimos, e ao ver seu sorriso, o mundo já se torna muito mais bonito e convidativo para mim.As vezes, atpe andamos de mãos dadas, feito um casal.
Como você queria que eu não me apaixonasse?
Seu cheiro, seu calor, seu abraço.Alias, o melhor abraço do mundo. Aquele que faz o mundo em baixo dos meus pés parar, ou simplesmente me faz fluturar, eu me sinto em casa nesse abraço, como se encostada em seu peito fosse o meu lugar.
Mas confesso, que o que me fez me apaixonar mesmo, foi seu olhar e seu sorriso. Ah esses dois, sempre penso que vou enfartar quando os vejo. Sempre brilhantes, felizes, sempre me olhando com ternura.Eles me dão vida.
Ou talvez tenha sido aquele dia do cinema. Era tarde e eu havia saido com uma blusa muito fina, então você me deu sua blusa de frio.Não queria aceitar, mas você insistiu tanto que não tive como negar.O seu perfume naquela blusa eu nunca vou esquecer.
O ciumes então, não precisar nem falar. Toda vez que você diz que vai jogar futebol com os amigos, eu ficou realmente irritada.Não por eles, mas por todas aquelas menininhas te olhando jogar sem camisa.Ou quando você faz novas amizades, me da um medo de te perder, medo que você não precise mais de mim do seu lado.

Desculpa te dizer tudo isso agora, mas é que eu realmente precisava.Essa história não está dando mais certo.Eu preciso de você, não como meu amigo, mas como meu amante, namorado, marido, etc. Entende? É precisar, e não mais querer. Por favor, de uma chance para nós, e eu sei que seremos felizes. Nunca acreditei em finais felizes, mas você me deu esperança de achar o meu, e ele está com você.

Fica comigo? :x

Ass: quem mais te ama.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Inverno


 Havia neve no chão do parque.
Folhas secas se misturavam com o branco em baixo das árvores nos brinquedos.Não tinha ninguém ali, fora a garota.
 Estava sentada no balanço olhando distraidamente o céu nublado.Talvez inconscientemente, dava pequenos impulsos, ora com o pé esquerdo,ora com o direito. Usava um casaco preto e uma saia acompanhada de meias que iam até seu joelho e possuíam detalhes vermelhos que combinavam com o pequeno laço em sua sapatilha.Protegendo seus cabelos negros da umidade, uma boina também vermelha.A roupa, ao todo, lembrava o uniforme de algum colégio.
Aparentemente estava feliz, seus olhos castanhos tinham brilho; e seus lábios levemente rosados pareciam imunes a temperatura baixa dali. Segurava o balanço com força, apesar de não ter medo de cair.Era só para ocupar as mãos, e essas faziam um contraste bonito com as correntes de ferro.
Mesmo com a neve, a garota não sentia frio. Gostava muito daquele clima gelado, apesar de não viver nele a algumas semanas atrás.
As vezes, se lembrava de quando era criança e desejava fazer anjos no chão de neve e não podia.Mas agora havia neve ali, em todo lugar. Ela se sentia tentada a realizar esse desejo, porém isso desarrumaria sua roupa e cabelos naquele momento, e ela não podia se dar a esse luxo pois estava a esperar alguém.

[...]

A mulher agora olhava atentamente para o quarto atrás do vidro; no seus olhos cansados e em seu rosto repleto de pequenas rugas, se via uma mistura de esperança e medo.
Quase não piscava ao contemplar a garota na cama. Qualquer um diria que ela apenas dormia se não fosse os vários aparelhos ligados ao seu corpo, e o homem de avental branco que estava ao seu lado examinando-a.Estava sério, com toda certeza possuía anos de experiência.Mexia atentamente em alguns botões nos aparelhos; girava para lá e para cá outros; sentia o pulso da garota; sua respiração fraca. Claramente não estava satisfeito com as conclusões em que havia chegado.
A mulher do lado de fora ainda observava atenta, não queria perder nenhum detalhe.Ao olhar para o médico sentiu algo estranho,sentiu uma onda de desespero a invadir; sabia que as noticias não eram boas.Logo, se perdeu em pensamentos, a agonia a tomava novamente; a dor de não saber o que iria acontecer com a garota no quarto atrás do vidro.
Sem que percebesse, o médico já estava ao seu lado, a observando e desejando ter boas noticias para lhe dizer, mas não tinha.
- Então Dr. ? Como ela está? O que está acontecendo? Eu quero minha filha de volta! – e aos prantos se deixou cair na cadeira que estava ali perto, as mãos tampavam seu rosto, e ainda assim o som do choro e as lágrimas caindo eram perceptíveis.
O médico colocou a mão em seu ombro, ele também estava desconfortável com aquilo. Se sentia incapaz ao ver a garota na cama, como se todos seus anos de experiência nada valessem.

[...]

- Pontual como sempre Noah. – era a garota no balanço. Sua voz era calma e gentil, claramente feliz pela chegada do garoto.Suas palavras saiam acompanhadas de um sorriso no canto esquerdo, que a deixava ainda mais jovial e bonita.
- Não ousaria me atrasar para te encontrar Liah. – respondeu enquanto se sentava no balanço vazio ao lado da menina e envolvia seus braços nas correntes.Dava pequenos impulsos para manter-se em movimento.
- O dia está bonito, não está? Sinto dentro de mim que o inverno está acabando, é como se eu visse as flores se abrindo e o sol aparecendo novamente. Algo mais que neve.
- Receio que sim, mas não gosto disso.
Liah o fitou por alguns segundos. Ele usava a mesma roupa dos últimos dias; vestimentas inteiramente pretas, menos os botões. Eles eram pratas e, mesmo sem muita luz, reluziam como se possuíssem brilho próprio. O rosto do garoto estava voltado para baixo, e ele parara de balançar.
- Por que diz isso?
Ambos olhos negros agora se olhavam, perdidos.Um queria respostas, o outro, queria evitar ter de responde-la, mas não podia.Era sua obrigação sempre lhe contar a verdade, era seu melhor amigo.Sua única companhia.
- Quando o inverno acabar,Liah, não vai mais precisar de mim aqui.
Ainda que triste com as palavras ditas, Noah apenas sorriu.

[...]

Continua.

Iza Costa

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Jogo Part. 3 (Final)

- Do que você está falando?
Não teve muito tempo para explicações, as amigas da garota já saiam de três carros estacionados por perto.Eram cinco ao todo, contou rápido o garoto.Prontamente ele reconheceu quatro das que estavam agora paradas a lhe olhar; algumas de sua extensa lista.
- Mari? O que é isso? - disse sem reação, sem entender o que se passava ali naquele momento.
- Isso - disse a garota de vestido vermelho acima do joelho e cabelos negros - é uma pequena vingança nossa.
Ele olhou novamente para Mari; perplexo. Ela sabia de tudo desde o começo, havia fingido todo o tempo.Um plano estupido que agora o partia o coração, sentia-se um completo imbecil.
- Ora, ora...está tristinho é? Coitadinho. - acabara de falar a garota de roupa apertada que saira do carro preto, acompanhada de um sorriso malicioso.
- Vocês não podiam...- disse com a cabeça abaixada, pensativo sobre aquela situação toda, aquela bagunça que ele criara.
- Por que não? Não é isso que você e seus amigos sempre fizeram? Mas, sem mais delongas, vamos embora garotas.
Sua cabeça levantou ao encontro da garota, a sua garota.Ela acenou negativamente,um pequeno movimento em seus lábios apareceram mas cessaram rapidamente.Ele olho em seus olhos; por um momento exitou falar, ela havia brincado com ele todo esse tempo; ele que passara noites inteiras olhando para o teto e pensando naquela garota que o tirava o sono, deixara de sair com os amigos; aguentara brincadeiras sem graças de todos, para isso. Não podia ficar calado, tinha que dizer algo, tinha que xingá-la, faze-la sentir-se como ele agora se sentia; em pedaços.
- Mari!
Apesar de apenas um nome ter sido dito, todas as garotas o encararam. Esperando o que quer que ele fosse dizer; no minimo alguns insultos.
- Olha, eu devia praguejar palavras horriveis agora; e te fazer sentir a pior pessoa do mundo.Mas não vou.Não vou,não somente porque sei que eu comecei isso tudo, mas também por não conseguir.Nunca diria algo para você que te machuca-se.Tudo que eu disse, foi verdadeiro.O jogo acabou no momento em que te conheci.
Via-se em companhia dessas palavras um pequeno sorriso, aquele meio constrangido e meio sem rumo que ela havia visto várias vezes naquele bar.
Mari pensou em correr até ele, em abraça-lo e pedir desculpas, entretando se conteve.Ele merecia aquilo.

[...]

Ele tentou voltar a vida 'normal' dele.Fazer as coisas que fazia antes, sair com os amigos, 'pegar' outras garotas; mas sem sucesso, nada daquilo tinha graça agora.Então desistiu.
A garota ainda não saira da cabeça dele.
Haviam se passado 3 semanas: parou de sair com os amigos, de beber mesmo indo aquele bar todo o sabádo para procurá-la.Andava triste.Apesar dos motivos para ter raiva, ele queria vê-la, queria perguntar se tudo aquilo era mesmo somente uma mentira, os olhos dela eram tão sinceros, e seu sorriso.Era improvável que fosse tudo armação.Ele nunca havia sentido aquilo; aquela vontade de estar com alguém, mesmo com tudo aquilo acontecendo.
Por outro lado, uma voz gritava perturbadoramente para que ele a esquecesse, que ela havia feito ele de idiota, e que tudo não havia passado de uma farça.Mas a vontade de encontrá-la era maior, mesmo com aquele resentimento, ele queria falar com ela novamente.

[...]

Era sabádo.Dia de ir novamente aquele bar e procurar o que ele tanto queria; respostas.
Todos os sabádos haviam sido iguais, somente decepção o aguardava naquele balcão, mas nesse, foi diferente.
Lá estava ela, parada, olhando a pista.Os cabelos pretos brilhando nas luzes da boate, a calça apertada e aquela mesma blusa em V.
Ele sentiu seu corpo arrepiar, agora que ela estava ali, a situação parecia mais complicada do que ele imaginara.Mesmo assim, se aproximou e sentou ao seu lado no balcão, pediu uma bebida e a olhou.Ela sabia que ele estava ali; sabia que ele a olhava, mas mantinha seus olhos em um casal que dançava no meio da pista.Esperava que ele falasse algo, se manifestasse.Algo lhe dizia que ele a xingaria de todos os nomes possiveis, ainda assim ela queria ouvir a voz dele.
- Mari, me perdoa?
Ela se assustou com a sua fala.Perdão? Como assim ele lhe pedia perdão? Ela que havia mentido e enganado a todo momento naquele lugar.
- Por que diz isso?
- Se não fosse esse Jogo estupido, não teria sido assim.Eu te encontraria, e dançaria com você a noite inteira, e só teria olhos pra você , como tenho agora, mas ninguém atrapalharia.Não haveria nada que nos impedisse que ficarmos juntos.Nada, a não ser, que você não quisesse, e eu entenderia.Por que você iria querer alguém idiota como eu?
- Realmente, não sei porque iria querer alguém idiota como você...- e parou para olha-lo, ele abaixou a cabeça meio constrangido com as palavras dela - entretando, eu quero. E não me pergunte o porque. Na primeira vez que te vi, eu senti isso que sinto agora, era real, mas me convenceram a entrar nisso, me conenceram que eu seria mais uma.Não acreditei em você, e me arrependo. Tudo que aconteceu, foi real.Juro.
Finalmente, eles se olhavam. Finalmente, os mal entendidos haviam sido resolvidos...ou quase. Ela sorriu, e voltou a olhar para o casal.
- Seus amigos não vão gostar que você saia da brincadeira.
- Eles vão entender, se não, eu estou disposto a arriscar.
- Ora,ora... então você é oficialmente agora um homem de uma mulher?
- Acho que sim...
- Acha? - disse com levantando a sombrancelha direita e usando uma voz de repreensão.
- Sim, eu sou. - e sorriu.
Sorriu feliz da escolha que fazia, feliz por não ser mais um cara detestável e feliz, por finalmente, ter encontrado a garota dos seus sonhos.
Nesse meio tempo desde que a conhecera, ele pensava nisso constantemente: na paixão, no envolvimento, no amor. Foi nesses pensamentos que ele descobriu que nunca fora completo de verdade, que toda essa brincadeira não passava de uma distração, de medo do que podia acontecer se um dia se entregasse para alguém, mas o dia havia chegado e ,de longe, era tão assustador como ele imaginara.Agora ele tinha paz, tinha um porto seguro, alguém para voltar e estar sempre do seu lado, alguém que ele realmente gostava.
Seria estranho todas essas mudanças repentinas, mas ele com certeza se acostumaria com o tempo.Mudanças boas são sempre bem vindas.
Não sentiria falta da sua velha vida porque ser livre é totalmente sem sentido quando não se tem um lugar para voltar.
Algo lhe dizia que daria certo, e se não desse, ao menos ele saberia agora o que é ser duas pessoas batendo em um só coração.Sabia ao menos uma coisa; a vida que ele tinha antes não voltaria, nunca mais ele faria algo do tipo com alguém, descobrira da pior forma o que era um coração ferido, e dá melhor, o que era o amor.

Fim

Iza Costa

sábado, 8 de maio de 2010

Contos de Fadas

Nunca gostei muito de contos de fadas.
Sempre que ouvia um ou outro me perguntava: por que a princesa tem que ser salva por um principe? Eu tinha a sensação que todo aquele blablabla era para iludir as garotinhas que, mais tarde, seriam mulheres frustradas pela não aparição de seus principes.Entretando, talvez essas histórias não tenham sido feitas para enganar; apenas para confortá-las, pelo menos em sonhos elas deveriam ter algo assim; perfeito.

As intenções podem ter sido boas, ou não, mas os resultados sempre foram negativos: garotas iludidas se achando princesas, mulheres que esperam a pessoa perfeita, outras correndo atrás de homens lindos, outras dos românticos, algumas dos dois.Enfim, todas procurando a pessoa ideal.Aquela que ouviram falar desde cedo que estava por aí, a sua espera.

Essas histórias aparentemente inocentes causam bastante danos ao longo dos anos, por isso preferi sempre não acreditar em nenhuma delas.

Por que eu deveria esperar alguém me salvar de um dragão ao invés de, com espada e escudo, enfrenta-lo eu mesma? Eu posso ser espera e não comer a maçã; posso controlar minha curiosidade e não mexer no tear; posso fazer meu vestido e construir meus próprios encantos que não se acabariam a meia noite; além de trabalhar para não depender da riqueza e palacio de nenhum principe.

A maioria dessas histórias passa para nós,mulheres, os valores errados à se apreciar. Riquezes, pessoas feitas exclusivamente de qualidades,pessoas que faziam de tudo para vender ou ganhar a princesa, beleza...Ao todos, caracteristicas supérfluas. Contrariando isso; acredito na beleza do trabalho e de quem constroi tudo com as proprias mãos; também na beleza além dos olhos, na educação, caráter e a perfeição obtida com o misto de qualidades e defeitos.

Independência e realidade.
É isso que deveriam ensinar as crianças nos livros; como ser livre e saber conquistar as coisas de forma digna. E, principalmente, a não esperar principes,ou até princesas.Ensinar que pessoas perfeitas não existem, mas que não é por isso que não as amamos.Que também não precisamos esperar alguém que faça nossas vidas mudarem; temos força o bastante para fazer isso sozinhos.

Iza Costa

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Paz.

Tem gente que gosta de paz; outros do carinho; outros da companhia; mas ela havia escolhido o tormento.

- Mas você quer discutir de novo menina?
- Ué,para de me dar motivos e eu paro de discutir.
Era sempre assim em sua vida, não havia um dia em que a conversava de ambos não acabasse em briga e palavras desagradaveis.O problema é que fora assim por tanto que, chegou uma hora que nenhum aguentava mais.
- Acho melhor nós terminarmos...
- Mas, por que?
- Não aguento mais isso, sabe...dói.
Então seguiram caminhos diferentes.Mesmo assim, as vezes se esbarravam pela rua e se comprimentavam normalmente.Agora, se tratavam melhor do que quando estavam juntos.Conversavam, se entendiam; a paranóia e a discordância terminara juntamente com o relacionamento.
Havia se passado dois meses quando se encontraram inesperadamente em uma festa,e começaram a conversar sobre o presente e como andava a vida de cada um.
- Então , como você está? O que anda fazendo?
Ele abaixou a cabeça e,meio sem jeito,optou por falar a verdade.
- Nada. Sabe, eu percebi o quanto você me fazia falta já faz um tempo; mesmo com nossas brigas e desentendimentos, existia algo maior que nos unia.Sei que fui um completo idiota todas as vezes que,sem motivo, te provocava e magoava, mas era meu modo errado de te mostrar o quanto gostava de você.Enfim...e você?
Deixou-se sorrir, indecisa entre ser delicada ou falar o que pensava.
- Bem...nos primeiros dias eu senti falta das brigas.Elas eram como um vicio para mim; como se ,realmente, mostrassem o quanto você me amava.Senti vontade de ir atrás de você e pedir para voltar, mas resisti bravamente.Aos poucos, fui me reacostumando a ficar sem você.Sem te ver,sem te ouvir.No começo foi dificil, mas depois tudo melhorou. Você devia estar lá para ver como mudei; fiquei mais calma, mais alegre, conversava melhor com as pessoas...tirei um peso enorme do meu coração. Sabe por que? Percebi que toda aquela raiva e angustia dentro de mim era graças a você, graças a todas brigas.Você só me deixava para baixo, e nunca o bem que você me fazia poderia ser maior que esse mal.Todo esse resentimento continuaria ali enquanto você continuasse.Pois bem, hoje estou aqui dançando e feliz.E você sente minha falta.Hoje o vazio no peito é seu...

E ela sabia que estava sendo honesta consigo mesma; ela estava mil vezes melhor sem ele.

Iza Costa

Anti-Social

De vez em quando da uma vontade de se perguntar: o que diabos eu faço aqui?

Para algumas pessoas se sentir sozinho é desesperador; para outras é o ideal; mas para mim é somento normal.
Estou tão acostumada a me decepcionar com as pessoas com quem sinto uma pequena ligação que os dias ou acompnhados,ou solitários já não fazem muita diferente.Em conjunto machuca, sozinho também. Então vamos optar para o que estiver nas mãos.
Quem nunca se desapontou com um amigo? Pergunta errônea essa.A melhor seria; quantos possuem amigos de verdade ?
Aquele que não polpa esforços para te ver feliz; que chega mais cedo na sua festa e vai embora mais tarde para ajudar com a bagunça; que não liga em gastar algum dinheiro seja com ônibus ou lembrancinhas; que mesmo cansado de te ouvir chorar ainda oferece seu ombro; vai com você pra balada e volta com você; não te trata diferente ,muito menos esquece quando começa a namorar; te chama para dormir na casa dele.Fazem brigadeiros juntos; vão ao cinema; brigam por motivos bestas;sentem ciúmes; cuidam; xingam quando o outro faz algo errado; se importam apesar de tudo.
Isso,ao meu ver,é uma amizade de verdade. Aquela que rarissímos têm.
Gostaria de entender onde foi parar essa boa e velha amizade sincera, e esse amor de irmão que hoje é dificil de se encontrar.
Talvez por isso muito se fechem para amizades.
Por terem sofrido demais por pessoas que deviam protege-lo de sofrimentos, e serem seu braço esquerdo,direito e outros membros ,as vezes, até vitais. Então perderam isso. Perderam essa confiança nas pessoas, perderam a vontade de viver no coletivo,encontrando abrigo no singular.
Pessoas essas que são tidas como anti-social.Fobia ou apenas receiosas de viveram com pessoas que certamente um dia lhe machucarão?

Iza Costa

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Relacionamentos Virtual

 O namoro
 
Quando se pergunta sobre namorado(a) hoje em dia tem que ser bem especifico, ou a resposta será 'você quer saber do virtual ou real?'.Pode parecer brincaira, mas não é.Aplique todo os itens e situações falados na amizade e some com algo mais confuso ainda: paixão e amor, e teremos uma bagunça feita.Porque tudo quando envolve paixão fica 'pior'.
Ninguém que use 24hrs por dia a internet e conheça vários outros navegantes está livre de sentir uma pequena paixãozinha aqui e outra ali; se é certo ou errado não sei dizer, mas que sentem,sentem.Então aí que vem a questão: como se apaixonar por alguém que você nunca vio? Como saber se a pessoa é sincera? Ou se tudo que você imagina é verdade? Não tem jeito, ou você acredita cegamente, ou sai dessa o mais rápido que conseguir.
Mas não deixo de pensar no quanto é engraçado você se apaixonar por alguém assim,a distância.
Como se apaixonar por alguém que você nunca vio sorrir, não conhece o dia-a-dia,manias, trejeitos, o cheiro, ou o brilho dos olhos? Claro que muitas vezes apenas palavras são o suficiente para fazer alguém de encantar, mas onde fica o fisico essas horas? Aquela famosa quimica de que falam?
As vezes tudo isso não passa de uma histórinha que você criou para tentar fazer seu final feliz.Quem nunca se sentiu tão sozinho a ponto de imaginar uma pessoa ideal? Pois então, você imagina essa pessoa e lhe dá o nome de alguém real, mas que você não conhece os defeitos, e assim, ela não pode destruir seu faz de conta.Pelo menos até vocês se encontrarem.
Quando o esperado encontro acontece, ou você sente tudo o que sentia e em dobro porque era tudo de alguma forma 'real' ( e ela foi totalmente sincera o tempo todo) ou a decepção é extremamente grande.Talvez até com ela sendo sincera você se decepcione, não dá para entender isso. Você idealizava tanto aquela pessoa e quando ela está ali, você apenas vê alguém extremamente normal e desinteressante.Ou pior, você não ve nada do que ela dizia ser; sem graça, feia, nada legal de se conversar...
Nessa hora você se pergunta: será que foi tudo um engano? Sim,foi. Um engano de você,para você. Que você construiu.
Muitos acreditam que achar alguém na net é fácil com tantos sites de encontros, e conversas, e até preferem isso a se arriscar porta a fora de casa, mas não é mais simples isso. Alguns também preferem por achar que 'na real' não encontrariam ninguém; por isso acabam mentindo para si mesmos e enganando os outros.
Não vou dizer que isso nunca dará certo; dá sim. Conheço vários casais que se conheceram assim, mas também sei que existem casos e casos. Acho que esses casais eram extremamente maduros e sinceros a respeito se si para dar tudo certo, entretanto a maioria que anda pelos sites de relacionamentos não são assim.
É dificil as vezes ficar com uma pessoa sabendo onde está se metendo, imagina entrar de olhos vendados e mãos atadas?
Ah, ainda temos outro ponto chave: como você fica com isso? Afinal a finalidade de um relacionamento é companhia, é beijo, é abraço,cafuné e carinhos, e com a pessoa longe de você se torna extremamente complicado isso.Ainda mais porque você não sabe se ela seria assim, carinhosa e perfeita se estivesse por perto.
Pessoas são diferentes na internet e na realidade; não se apaixone pela pessoa errada.
Pois bem, está certo ainda de que está fazendo o melhor tentando achar um namorado pelos orkuts da vida?
Todo mundo merece alguém concreto, e que lhe ama da maneira mais verdadeira por perto. Alguém sincero e que valha o risco e as chatiações. Alguém não idealizado,e de preferencia, que o ame também.
Só existe uma coisa familiar entre os namoros reais e virtuais: os dois machucam com a mesma intensidade, você querendo ou não.
Não seria então mais perspicaz se apaixonar por algo tangível?

Iza Costa